4.1.07

um apelo

por favor, não me venha com palhaçadas.
não consigo ser o que você quer que eu seja.
não vou sorrir pra você se você não sorrir pra mim

do mesmo modo que uma pessoa não abraça outra se a outra não abraçar a uma.
se você disser que eu estou esquisito, provavelmente é você quem está.
eu posso conviver, mas não vou viver com alguém que tenha mais problemas que eu.
não confio em pessoas que ficam repetindo “confia em mim”.
eu já tratei muito bem as pessoas por causa da minha própria natureza.
hoje, contra minha natureza, estou apto a não mais tratar.
estou farto de gente histérica gritando que eu vou morrer: eu vou morrer mesmo.
como todo histérico também vai.
eu não tenho maais saco pra lidar com pessoas que ficam só te olhando pra ver pra onde você vai querer ir pra ver se vão também.
eu não tenho mais saco pra lidar com gente que não faz porra nenhuma e fica só sentado em cima da bunda pelancuda criticando tudo que todo mundo faz.
eu não tenho saco pra gente que tem medo e vê prisão em qualquer coisa que faz.
não quero mais ter que lidar com gente que quer ser técnico do time sem nunca ter jogado.
mme ennche muito o saco o complexo de herói que o mundo adquiriu depois de décadas exposto aos filmes de hollywood em que:

  • todo regresso é bom (porque isso faz com que todo mundo vá embora sempre pra, sempre, poder voltar)
  • todo mundo é uma espécie de escolhido (todo mundo é especial é um jeito de dizer que ninguém é especial)
  • todo mundo é um herói (vai salvar a sua própria pele, filha da puta)
  • todo mundo tem um amor impossível (vem ser possível aqui e para de chorar mais pra lá)
  • todo mundo tem uma segunda chance (não, não tem).

eu só quero o máximo de verdade que você puder me dar.
se for pra ficar no solipsismo, por favor, vai pra merda sem mim.
ou então, me deixa ir pra merda sozinho.

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